Ao observar a sociedade, é possível levantar a questão: O que motiva um esclarecimento? Onde é o lugar propício para o Pensamento? Seria nas universidades? A universidade exclui ou inclui a sociedade no pensamento? Pensando tais questões é possível responder com a análise da influência de outras ciências humanas no pensamento filosófico e com a formação acadêmica das universidades.
A Filosofia é "marcada" pela geografia e pela história no sentido de ser influenciada pelo contexto ao qual foi inserido. Assim, é possível entender que a filosofia deve ser lida sob uma ótica que considere sua origem cultural antes de ser aplicada na atualidade. Adorno e Focault entendem a necessidade de uma reconstrução do papel das ciências humanas, onde uma legitima a outra. Assim, a história, a geografia e podemos acrescentar; a antropologia; são fatores determinantes para se compreender uma determinada filosofia.
As universidades reproduzem desigualdades no sentido de selecionar os saberes,sustenta Focault. Considerando que para Joinstein Gaarder o filósofo é aquele que não perde a capacidade de admirar-se das questões do universo, buscando compreender e questionar; é possível acreditar que a universidade não faz o filósofo. Torna-se filósofo aquele que procura entender questões que todos deveriam se ocupar. No Brasil, a filosofia ministrada no Ensino Médio pode até ser capaz de aguçar o aluno o desafiando a pensar e entender a necessidade de buscar tais questões para a sociedade e para si mesmo, ou até mesmo; outros fatores podem desencadear tal interesse, seja na academia ou não.
E assim, é possível concluir que o lugar do conhecimento pode ser facilitado pelo esclarecimento histórico, geográfico, antropológico ou acadêmico. Existem fatores que proporcionam um lugar do conhecimento, mas o fator principal que forma um filósofo é a curiosidade de cada um.
Nenhum comentário:
Postar um comentário